Prestes a completar cinqüenta anos de carreira, Jô Soares diz que o humor exorciza tragédias e é imbatível como maneira de demonstrar indignação"O humor tem de ser anárquico,e o humorista não pode se engajar. Ao contrário: tem de ser oposição inclusive da oposição"
Veja – Será que às vezes o brasileiro não ri um pouco cedo demais, e assim tolera acontecimentos políticos que não deveria tolerar?
Jô – Acho que o riso, nesses casos, é uma manifestação de indignação, de falta de respeito. A primeira arma para desmoralizar um político é não respeitá-lo.
Veja – Mas ainda dá para rir desse clima de corrupção e imoralidade?
Veja – Mas ainda dá para rir desse clima de corrupção e imoralidade?
Jô – Você está falando de agora ou desde a descoberta do Brasil?
Veja – Vamos por partes. O Brasil de hoje ainda tem graça?
Veja – Vamos por partes. O Brasil de hoje ainda tem graça?
Jô – O poder em si já é uma coisa ridícula. Assim que o sujeito assume a Presidência, colocam nele uma faixa que parece um suspensório torto. Quando, ainda mais, acontecem canalhices como as que têm vindo à tona, é preciso exacerbar esse ridículo. Tem pessoas que ainda reelegem essa gente; então, que pelo menos elas também se sintam ridículas na parceria com os corruptos e que pensem duas vezes. Afinal, ninguém gosta de se sentir ridículo.
Entrevista: Jô Soares
por Isabela Boscov
foto de Otavio Dias de Oliveira
VEJA Edição 2033 - 7 de novembro de 2007
Brilhantismo Soares!
Bem humorado, simpático e com um toque de chatice, Jô Soares a meu ver é o melhor e mais completo entrevistador da Televisão Brasileira.
Vale a pena ler as paginas amarela da Veja de 7/11, na qual ele fala sobre humor, seus personagens e a situação patética da política brasileira.
Bem humorado, simpático e com um toque de chatice, Jô Soares a meu ver é o melhor e mais completo entrevistador da Televisão Brasileira.
Vale a pena ler as paginas amarela da Veja de 7/11, na qual ele fala sobre humor, seus personagens e a situação patética da política brasileira.


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